VÍCIOS URBANOS – CONTO DE WESLEY BRITO

Parte I

Um distrito, uma estreita rua com um café, um minimercado e uma tabacaria. Assim definem-se diversos lugares portugueses pelos quais passou e que inclusive ainda mora. A vida segue seu curso pachorrento, monótono, extremamente calmo e quieto ao ponto de sufocar qualquer ser proveniente de alguma capital. Porém, abrigo perfeito encontrado por Washington, cujo nome fora pronunciado de maneira correta pela primeira vez quando saiu do Brasil há dez anos.

Em Portugal, especificamente em Coimbra, encontrou refugio e uma nova possibilidade de crescimento. Embora parcialmente estabilizado como cozinheiro em um restaurante brasileiro da famosa cidade estudantil, Washington sempre teve o sonho de comprar uma casa, porém sem tê-lo ainda realizado. A vida é sempre mais cara quando precisa-se pagar por um teto que não é o seu.

Como a maioria dos imigrantes em solo europeu, Washington apenas existia para o trabalho. Num sistema cruel dos horários repartidos no âmbito da restauração, uma forma de alguns patrões portugueses de driblar uma “possível falha” na constituição trabalhista, cuja medida garanta o salário do trabalhador mediante as horas trabalhadas, por um mínimo possível.

No caso de Washington a matemática é essa: desempenha suas funções seis dias por semana, nos quais sai às nove e trinta da casa para começar às dez da manhã, a fim de preparar sua cozinha para o labor que incide no almoço dos clientes – como também preparar o seu e o de seus colegas de trabalho, o que ocorre religiosamente sempre antes do restaurante abrir. Segundo o que acordara com o seu patrão, seu horário de trabalho, no contrato, não na realidade, era do meio-dia às três da tarde, depois tem de retornar às seis para novamente repetir o que faz no primeiro tempo de trabalho e oficialmente recomeçar às sete e meia da noite – horário estabelecido no contrato, mas não o que ocorre, como pode-se imaginar na realidade – para seguir sua jornada até às onze horas, contudo nunca saía antes da meia-noite do restaurante. Assim fechava-se seu ciclo diário, cujo cheiro da comida que entranhava o seu corpo, levava pelo menos trinta minutos de banho para sair completamente, igualmente era o mesmo tempo que levava para chegar a sua casa.

O seu ordenado nunca ultrapassava os oitocentos que o auxiliavam no pagamento de seu imóvel de trezentos e cinquenta euros mensais numa vila fechada próximo à Rua do Brasil -excluindo as contas de água, luz, TV e Internet que já lhe custavam entre cem e cento e cinquenta -, para piorar, era pai de duas crianças pequenas e seu casamento já não estava muito bem. Contudo Washington sentia-se feliz porque estava longe dos problemas que ele julgava maiores.

A sua esposa, uma mulher criada de uma forma mais abastada quando vivia em Minas, antes de ir a Portugal, antes de estudar em Coimbra, antes de conhecer e de se apaixonar por Washington, antes de ser mãe de duas crianças (cujos últimos itens ocasionaram numa ruptura entre ela e sua família no Brasil, por não aceitar o relacionamento com Washington, que era um homem sem recursos e de passado, muito menos o fato ter tido filhos com ele), sempre exigia de seu marido uma contrapartida válida aos problemas financeiros do casal e este sempre procurava acalmá-la com sua expressão tranquila e serena herdada do contacto obtidas com o lugar que passara a chamar de seu porto seguro.

Entretanto, a fala calma de Washington não era o suficiente para Geovana, que pelo menos uma vez por dia comprava uma raspadinha de um euro e duas vezes por semana, religiosamente às terças e às sextas, apostava na Euromilhões que custava dois e cinquenta por jogada. Quando sobrava algum dinheiro, seu programa favorito era ir com Washington ao único bingo da cidade, no qual oferecia-se uma refeição e uma taça de vinho para os jogadores. O argumento que ela sempre usara para convencê-lo a ir ao Bingo era “amor, vamos jantar fora hoje?” Como quase nunca saiam apenas os dois, Washington sempre concordara, mas nunca jogara, ficava sempre a mexer no celular, a beber ou ver a concentração de sua esposa mediante ao cantar de cada número.

Às vezes ganhava no bingo. Na Euromilhões e nas raspadinhas nunca mesmo, mas vivia na esperança de um dia ganhar e melhorar suas vidas. Washington não gostava de jogo. Tinha lembranças ruins de seu pai que jogava no bicho, cujo vício levou-o ao rápido empobrecimento, endividamento e a fazer empréstimos com agiotas. Seu pai perdeu a vida por tentar dar calote a quem não se podia dar. Contudo, Washington era incapaz de ir contra o vício e o único passatempo de sua mulher, por ela não mais ter o que tinha, porque abriu mão do conforto oferecido por sua família por amá-lo. Ao sacrifício dela, ele lhe era grato.

Testemunha do sonho de Ícaro de seu pai, Washington viu-se na condição de cuidar de sua mãe e de seu irmão mais novo e hoje vê em sua mulher, de forma mais branda, a mesma história que se passou com seu pai. Trabalhou em diversos lugares e desempenhou muitas distintas funções e nunca ganhou o suficiente para dar a tranquilidade que sua família necessitava. Envolveu-se inclusive com o tráfico de drogas, viu-se entre a vida e a morte, porém sua sorte consistia na luz interior que tinha e que o fazia brilhar. Acostumado a ver e ajudar a sua mãe a cozinhar, seu talento chamou a atenção de uma “tuguinha”, como ele gostava de chamar a assídua cliente que subira o morro algumas vezes para comprar pó e erva, durante um almoço promovido pelo chefe da boca da região. Em off, a turista mencionou que seus país eram donos de um restaurante “brazuca” em Portugal e se ele desejasse mudar de vida que a procurasse quando ela retornasse de suas férias para seu país de origem. Recebeu dela um cartão com seu telefone e seu e-mail pessoais. Washington não pensou muito e muito menos tardou para tomar a decisão de sair da favela, do tráfico, do Brasil. Juntou todo o dinheiro que tinha e praticamente não tirou férias do seu trabalho de sentinela da boca, na intenção de ter o máximo de dinheiro do qual era necessário para viagem e para pagar alguém que o ajudasse a driblar a imigração, o visto e outras merdas. Viu naquela conversa a oportunidade, a chance de sua vida. Seis meses depois já tinha passaporte, passagem, muita vontade de vencer e seus dois pés em Portugal.

Quando chegou ao aeroporto de Lisboa, colocou uma moeda de cinquenta cêntimos no telefone público, que ficava entre a porta do aeroporto e a do metrô, e ligou para o número impresso no cartão que a turista portuguesa deu-lhe no almoço da favela. Demorou pelo menos três chamadas consecutivas para a mulher lembrar-se do que prometera e do dono da voz do outro lado da linha. No entanto, sua palavra fora mantida e desde que chegou passou a trabalhar para a família da “tuguinha”, como ele mesmo gostava de chamá-la. Começou como copeiro, auxiliar de cozinha, até por fim tornar-se o cozinheiro titular.

Embora não tivesse acontecido nada entre os dois no Rio, em Coimbra fodiam um dia sim outro não. Os lugares não importavam muito, mas ele gostava mais de comê-la na Land Rover preta da gaja, enquanto ela adorava foder na cozinha do restaurante, cuja aventura resultou-lhe em uma queimadura na nádega esquerda. Ela dizia que aquela chapa de metal nunca assara uma carne mais gostosa do que a de seu rabo, fazendo-o rir mesmo quando ela não estava presente durante o expediente.

Ser sonhador e frustrar-se com os sonhos era hereditário e seu romance durou pouco mais de três anos, porém sem nunca terem-no assumido publicamente, pois a jovem rapariga já tinha um namorado, um homem bem sucedido e de família muito rica desde quando eram adolescentes.

Washington ficou arrasado quando sua portuguesa terminara tudo consigo. Faltou pelo menos cinco dias consecutivos ao trabalho. Não saia do quarto do alojamento, onde vivera juntamente com mais dois companheiros de cozinha. Mijava em garrafas de plástico e as esvaziava à noite jogando o líquido pela janela e retornando a enchê-las de urina novamente no dia seguinte. Não comia, mal bebia e masturbava-se compulsivamente, sobretudo quando lembrava-se dos momentos vividos por ele e sua “tuguinha”. Aqueles momentos de punheta eram a razão dele ainda continuar a respirar. No terceiro dia de confinamento e isolamento masturbou-se dezoito vezes, ao ponto de nascerem bolhas em toda dimensão de seu pau. Cada gozo, uma dor incalculável como aquela que lembra o mais profundo sentimento de angústia; uma dor semelhante a de um usuário de crack sem sua droga, sofrendo de um aguda abstinência; sua dor era por saber que suas mãos não eram e nem se pareciam com as mãos de sua adorada que acariciava seu pau como se estivesse a tocar um instrumento musical, a acariciar os pelos macios de um gato angorá, no entanto, lembrou o Washington que ela era ainda mais habilidosa com a boca. Lembrou-se ainda ele, para aumentar mais o seu desespero, do dia que ela o mamou por quase duas horas, cujo ato o levara ao esquecimento da momentânea realidade, contudo, ouvira uma música que tocava aleatoriamente ao fundo que dizia: “salve-me esta noite!” Gritava Washington cansado, dolorido e mudando o título e o sentido da música que lembrara-se: “salve-me esta noite!” – e reiniciou sua masturbação pensando no boquete que sua amada lhe fazia, mas que não o salvara da razão, embora ela gostasse mais de come together dos Beatles, porém Washington era egoísta e precisava apenas ser salvo.

Foi necessário que seu chefe, pai da moça, motivo de sua decepção e punheta compulsiva, entrasse em seu quarto a fim de tirá-lo da cama e ameaçá-lo pô-lo na rua caso não lhe obedecesse. O medo de perder sua única fonte de renda fez com que em poucas semanas ele apenas se concentrasse nos afazeres da cozinha do restaurante brasileiro. Fez daquele lugar seu paraíso na terra. Um paraíso dentro de seu porto seguro, no qual não se ouvia de lá os passos dos transeuntes na calçada, as buzinas dos carros e tão pouco as lembranças que guardara de sua “tuguinha”, adjetivo que ele já deixara aos poucos de gostar. Washington era o próprio trabalho.

Um ano depois, conheceu sua atual esposa que comia com amigos no restaurante em que ele trabalha, mudou-se do alojamento para uma casa onde pudessem viver os dois que logo tornaram-se três e depois quatro. Minha sorte agora mudou – pensou Washington, e enterrou-se no trabalho motivado por uma estranha e doce alegria.

Sua esposa dia após dia raspava ou apostava, às vezes sem acreditar que poderia ganhar algo satisfatório, de repente o mesmo valor empenhado no gasto daquele dia em seu vício. Uma vez passou-se e gastou quase toda a economia do casal para aquele mês, o que fez Washington tomar uma decisão: proibi-la de jogar. No entanto, ele já vira aquele filme e sabia que ao tirar o vício de sua mulher era o mesmo que tirar o brilho de seus olhos.

Resolveu que ele próprio compraria as raspadinhas e apostaria no lugar dela. Ao sair de casa, caminhou por sua rua estreita, cumprimentou Dona Maria, viúva que herdara o mercadinho de seu falecido marido, o seu Diniz, entrou na tabacaria que ficava do mesmo lado, comprou o jornal de esportes que gostava de ler antes de ir ao trabalho, aproveitou para comprar, pela primeira vez em sua vida, uma raspadinha, cuja tivesse três valores iguais ele ganharia o prêmio designado por aqueles valores, que poderia chegar a dez mil euros. Nada mal para quem ganha pouco para sustentar tantas pessoas, pensou Washington.

Sentou-se no único café da rua, pensou em quantas coisas que poderia fazer com aquele dinheiro. Pensou na sua mãe e no seu irmão que estavam no Brasil e que já não podia ajudá-los desde que se casou. Que aquele dinheiro poderia trazê-los para morar consigo e sua nova família, ou que poderia enviar uma parte para que eles saíssem da favela; pensou na possibilidade de abrir uma pequena tasca e ter o seu próprio negócio; pensou que poderia dar a vida que sua esposa sempre sonhou, o carro que ela queria comprar, embora ele gostasse mais da Land Rover, cor preta de preferência, e ela de um Seat Ibiza 2002, vai se entender o porquê; pensou que poderia dar entrada na casa própria e mudar-se para lá com sua família e realizar por fim o seu sonho. Diante daquele papel, cujos números estavam ocultos em uma camada fina e azulada, sentiu um arder no estômago fruto de uma repentina ansiedade. Não era de vícios, mas pediu um cigarro a um rapazinho sentado à mesa ao lado que prontamente cedera-lhe. Deu-lhe três tragos profundos que queimaram a garganta e o fizera tossir. Já não podia mais fumar e agradeceu mesmo assim ao rapazinho enquanto desmanchava o que sobrara do cigarro contra o cinzeiro. Por fim começou o processo de raspagem com uma de suas moedas marrons.

Começou pelo canto superior. O primeiro das duas fileiras de seis valores e de oportunidades, para seu espanto, fora “10.000,00 euros”. Seu coração quase parou e continuou a raspagem do cartão pelo mesmo lado que correspondia à parte superior e da esquerda para a direita; o segundo valor era também os de “10.000.00 euros”. Sentiu Washington uma enorme euforia que decidiu não seguir a raspagem pelo mesmo lado e raspou o canto esquerdo da parte inferior do cartão. O fez lentamente, eis que surgiu o número “1”, sua mão direita pôs-se a tremer sozinha, o segundo número daquele lado fora o “0”. Uma lágrima pousou no canto esquerdo do seu olho direito ao terminar a raspagem daquele lado, ficou apenas no valor de dez euros mesmo. – ok, tudo bem. Vamos continuar – disse ele a si mesmo, respirou profundamente soltando o ar acompanhado de som pela boca e raspou as duas partes que faltavam do canto inferior de uma só vez, para não sofrer tanto. Ao contrário de dez mil ou dez euros como já havia saído, eis que surge o número “1” repetido em dois espaços. Só havia apenas mais uma parte restante no canto superior do cartão e consequentemente ao lado de onde surgira, por duas vezes, o valor de “10.000.00”. Iniciou lentamente como nas outras três primeiras e apareceu o número “1”. Naquela hora teve a certeza de que era o ganhador daquela bolada, lembrou-se de seu pai que morrera sem nunca experimentar o doce sabor de ganhar tanto dinheiro de uma só vez, que morrera por não pagar aos seus agiotas o valor que pedira emprestado para continuar a jogar; pensou na sua mulher que tantas vezes disse que o deixaria por ele não dar o que ela gostaria e que estava acostumada, o que fazia-o sempre lembrar do episódio de sua “tuguinha” que o abandonara; pensou nos seus filhos e como poderia dá-los à educação que nunca tivera ele próprio. Respirou profundamente desta vez soltando o ar vagarosamente pelo nariz, controlou o tremular de sua mão direita e raspou a parte que faltava depois do número “1”.

Mesmo que sua expectativa estivesse mais elevada que o normal e dentro de seu coração houvesse a certeza de que havia ganhado o prêmio de dez mil euros, não havia mais nada para além daquele número “1”, só um vazio dentro da alma de Washington que fitou o cartão durante longos trinta segundos sem poder mexer-se ou acreditar.

Embora ele tivesse ganhado de volta o valor de um euro, o mesmo que fora investido, cujo prêmio não fora reclamar junto ao caixa da tabacaria, a sua sensação fora de um profundo fracasso.

Sentiu uma grande pena de seu pai, pois experimentara pela primeira vez o sentimento de esperança que ele carregara até sua morte; chorou ao pensar na vida merda que sua mulher escolheu viver ao seu lado na esperança que alguns números pudessem dá-la alguma outra melhor ou a mesma que tinha de antes dele aparecer. Decidiu que nunca mais compraria nenhuma outra raspadinha ou apostaria em jogo nenhum, nem que fosse preciso amarrar sua mulher ao pé da cama, porque ele também a proibiria. Ao invés de comprar estes aglomerados de azar, levaria ela e seus filhos a passearem junto ao rio Mondego, ou às praias da Figueira da Foz, a se divertirem em festas, fora ou em casas de amigos. Decidiu que iria trabalhar menos, a fim de cuidar da coisa mais valiosa para si: sua família. Teve um insight de motivar sua mulher a trabalhar e ela própria prover seu dinheiro e ambos terem uma vida melhor mediante ao suor do labor diário mútuo. Saiu dali disposto a mudar seu destino, como já fizera outras vezes na vida, mas não foi trabalhar, foi ter com sua esposa. Tomou-a nos braços deitou-a no carpete do quarto das crianças, que já havia ido para escola, fizeram amor como há muito tempo não faziam. Após uma hora de cópula, Geovana sorriu como há tempos não sorria. Ela pousou sua mão no rosto de Washington e perguntou o que tinha dado nele para tudo aquilo. Ele explicou-se e mencionou o que ocorrera momentos antes quando estivera no café junto à tabacaria e o resultado final de sua primeira experiência com uma raspadinha.

– O que você fez com a raspadinha premiada? – Perguntou Geovana.

– Que premiada, o quê? Só havia um euro lá.

– Está bem, mas você não a trocou pelo dinheiro ou por outra?

– Não, um valor tão merda e eu estava sentindo dentro de mim tamanho amor, uma força que jamais senti em toda minha vida, que eu mandei o meu trabalho hoje para o inferno e quis vir logo à casa, para ter você para mim dentro dos meus braços como agora. – Geovana pela primeira vez sentiu que o seu amor por Washington era maior que sua vontade de ficar rica e de jogar na cara de sua família que ela estava melhor que eles ao contrário poderiam supor. Percebeu a demasiada sorte que tinha em ser esposa de um homem como Washington e dos dois filhos tão maravilhosos que tinha. Contudo ouvira do lado de fora uma voz a gritar “caralho”, “puta que pariu”, “foda-se”, “não acredito” com a máxima euforia e alegria.

– Quem é esse doido? – Perguntou Geovana. Washington ao olhar para fora da janela reconhecera o dono da voz, era um rapaz recém-chegado à vizinhança de no máximo dezenove anos que morava numa casa só de estudantes, o mesmo que lhe cedeu um cigarro, o mesmo da mesa ao lado do café junto à tabacaria.

Lembrou-se Washington de que não rasgara o cartão da raspadinha e que o deixou apenas amassado sobre a mesa. O rapaz certamente intuiu que o cartão poderia estar premiado e deve tê-lo trocado por outra raspadinha, do mesmo ou de outro modelo, e certamente conseguiu um grande prêmio, pensou com certa indignação Washington. A julgar pela idade, deveria ser a primeira ou uma das primeiras vezes do rapaz a jogar. O que fez o Washington passar a mão pelo rosto e olhar para fora da janela.

– Não sei não, querida – Respondeu rindo da sorte que tinha, porém lembrou ele que hoje é noite de comer fora.

 

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Wesley Pereira Brito (Site / E-mail) tem 33 anos e cursa o último ano de Doutorado em Ciências da Educação pela Universidade de Coimbra. Licenciado em Literaturas pela Universidade Federal Fluminense (UFF), sempre buscou na Literatura uma saída para inquietações subjetivas sem deixar de lado aos problemas universais que servem de arcabouço para a construção de sua escrita.

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