VÍCIOS URBANOS – O HEDONISMO DE WESLEY BRITO

Parte I

Parte II

“Angelene amava sexo e era soberana nisso que faz…”

E Daniel é um homem muito ocupado, inclusive para dar desculpas. É nisso que ele quer acreditar toda vez que ele sai com alguma mulher e não tem a coragem de lhe dizer que é apenas um maldito frustrado no quesito relacionamentos e finge que é normal aparecer e sumir da vida das mulheres sem lhes dizer palavras.

Não há qualquer empatia de seu lado, só uma vontade incontrolável de se sentir percebido, notado e, por breves instantes, admirado. Falta-lhe talento para as artes, para o desporto, para a ciência, para a intelectualidade, para a amizade, para o coleguismo, para as trilhas nas matas, para os acampamentos nas praias, para os copos sem comprometimento. Tinha dinheiro, mas era solitário, tinha estudos, mas não assuntos que pudessem iniciar, continuar, ou levar uma conversa até ao fim. Era um homem bonito e só. Contudo, a cada ano que passa troca de celular e baixa os melhores aplicativos de relacionamentos, a fim de conseguir alguns engates. Tem sexo, não amor. Tem encontros, mas ainda não achou nada de jeito, ninguém que libertasse sua alma do deserto de si…

Marta é uma mulher sonhadora, cujos amigos diziam que ela parecia viver noutro planeta. Não se importava com tal comentário, pois sabia que havia algo diferente nela e que não conseguia desviar deste facto, apenas seguia adiante como se sua vida fosse planejada a chegar a algum lugar, tal e qual um albatroz que consegue voar longas jornadas até ao fim do curso mesmo dormindo; do mesmo modo que um bilhete no interior de uma garrafa encontra-se com a mão de um náufrago em alguma ilha deserta do globo; igualmente a uma sonda espacial projetada a viajar semanas, meses e anos até seu destino.

Aficionada pelos filmes de Lynch, chorou inúmeras vezes colocando-se na situação do “Elephant Man” que ela chamara por Merrick, seu verdadeiro nome. Marta era delicada, entretanto, não via nada demais nas relações interpessoais, o que contradiz um pouco à sua personalidade feita de ar. Acreditara que nenhum cara poderia ter o coração tão livre de maldade quanto o Merrick. Para ela não importava a aparência, o status social e muito menos as propriedades de um homem e sim aonde que ela poderia chegar estando ao seu lado.

Henry, filho único de uma importante jornalista da sua cidade e de um professor de literaturas da única universidade da região onde nascera, era uma criatura inquieta e bastante misteriosa.

Fugindo à lógica familiar, quando adentrou ao ensino superior não seguiu a carreira na área de humanas como seus pais antecipadamente sonharam para si e pôs-se a estudar as matemáticas. Não havia muitos em seu curso a terem o mesmo apego aos livros e aos assuntos típicos de quem estuda humanidades. Contudo, Henry não queria ser como Marta, ou um barquinho de papel posto ao córrego que passa ao lado da sarjeta depois de algum tempo de chuva, que deságua sempre em algum fétido bueiro – fim previsível dos córregos nas sarjetas e das pessoas de espírito fraco.

A vida para Henry era uma constante estrada em ziguezague, das mais audaciosas aventuras. Contudo, há no fundo desta inquietação interna um lado que só os amigos mais chegados de Henry conhecem que assemelha-se ao caráter aéreo e contraditório de Marta.

A viagem de Henry era diferente do da orbita estelar da amiga. Sua viagem era dentro da alma a bordo de um Ford Maverick a toda velocidade, como se sua vida fosse um eterno efeito de ácido…

Angelene, numa noite que saíra com suas amigas, sentiu-se só depois que apareceram alguns rapazes no bar em que estavam a tomar coquetéis. Suas amigas encantaram-se pelos rapazes, inclusive um deles estava a comemorar o feito de ter ganhado um prêmio qualquer, e decidiu pagar às damas os drinks que elas quisessem. O quanto elas quisessem. Angelene não era muito de falar, embora tivesse um apetite sexual imenso, mas ainda era virgem. Não sabia quando iria deixar a condição de “virgem”, pois todas as vezes que tentara dormir com alguém, nada saía do jeito que ela havia pensado.

Depois de perceber que seria cada vez mais difícil transar com os rapazes do seu convívio social, porque eram ou demasiadamente inexperientes quanto ela, ou eram namorados ou engates de suas amigas, resolveu ir à caça, como costumava dizer. Chegou até a criar uma conta no Tinder que lhe proporcionou conhecer alguns caras, no entanto, para seu azar, ou por puro erro de cálculo, todos eram uns idiotas. Sabia ela que a culpa não era do aplicativo de paquera, talvez a culpa fosse de seu signo ou de algum desalinho astral.

O primeiro no qual dera match tinha o fetiche de masturbar-se diante da mulher do dia, não que Angelene achasse ruim a ideia de vê-lo acariciar com afinco e destreza o próprio pau, pois o rapaz até que era bem-dotado, mas para chegar ao gozo pedia ele que lhe enfia-se coisas no ânus. Angelene riu-se e, ainda vestida, fingiu que iria procurar algum objeto, talvez um legume ou um cabo de algum talher para introduzir no rapaz, porém aproveitou para escapar daquela cena um tanto quanto “diferente”.

O segundo fora mais carinhoso e paciente com ela. Teve a preocupação em vê-la relaxar e aproveitar aquele momento. Levou-a ao seu apartamento, tomaram uma garrafa de Lambrusco e foram ao quarto do desconhecido rapaz. Ele era bastante habilidoso com a língua e os lábios e finalmente pela primeira vez acreditou que aquela noite seria “a Noite”. Angelene estava entregue ao toque do rapaz que estava em estado de apneia, sufocado entre suas pernas, mergulhado com nariz e boca em sua vagina, que a cada carícia do rapaz, que não consistia em penetração com dedos ou objetos, via-se mais molhada. Ela exclamou ao rapaz que a penetrasse com seu membro. Pediu uma, duas, três… nove vezes até que o rapaz dissera-lhe num grosseiro rompante – Já meti, caralho! – Angelene que estava o tempo todo com os seus olhos cerrados imediatamente abriu-os e viu o rapaz a fazer um movimento que lhe assemelhava a de um barco viking do parque de diversão que ia quando era criança. Algo muito triste e melancólico. Mesmo notando o imenso esforço do rapaz, ela nada sentiu e para ver o que se passava com ele pediu para chupá-lo. Quando o moço lhe pôs o pênis ereto na direção do rosto de Angelene, eis que ela percebeu que o tamanho do membro do seu consorte, tanto no comprimento quanto na largura, não seria capaz nem de lhe fazer cócegas, muito menos romper seu hímen já decepcionado e nauseado com tantos inúteis movimentos. Angelene fingiu gostar do ato por pena do rapaz, cujo entendera a diplomacia e a gentileza de Angelene, retribuindo-lhe um sorriso de felicidade ao passo que a pobre moça só pensara em dormir e voltar a sua casa quando a luz da alvorada tocasse o horizonte que se via para fora da janela daquele frustrante dormitório.

Lee sentia-se a pessoa mais velha em todos os grupos sociais que ela resolvera participar, mas o que ela mais gostava era de trepar em árvores e ouvir de perto o som da natureza. Sentia-se uma menina em toda a essência de jovialidade e meninice que cabe dentro do léxico “menina”. Por isso que ela sempre saía com pessoas mais jovens do que ela. Gostava de rapazes e moças. Uma vez saiu com uma garota que adorava cinema e fora para esta sua primeira e única relação homossexual. Depois disso ficaram amigas e passaram a partilhar segredos, sonhos e factos ocorridos entre ambas. Lee abrira-se sempre com a sua nova amiga que por intermédio da mesma conheceu um rapaz novinho, que não era bem um amigo, mas costumava estar no mesmo ciclo que elas.

Daniel era um animal, só pensava nos engates e na fugacidade que consistiam suas fodas. Certa vez, uma mulher de expressões fortes chamou-lhe atenção em um desses aplicativos de paqueras pela internet, seu passatempo favorito. Não aparentava ter a idade que descrevera ela na página, um pouco mais talvez, porém tinha algo no olhar daquela mulher que o deixara excitado e interessado em conhecê-la. Seu nome era Lee.

Daniel, como a inabilidade para outrar-se já é-se sabida, nem imagina surpreender alguém com alguma conversa interessante e não seria naquela noite que tentaria. Para isso ele já tinha um template, mental e em texto, pronto para cada situação. Uma coisa é preciso pontuar, Daniel era perspicaz no que respeita aos lugares que ele escolhia para os encontros: os bares. Pois só entorpecendo as mulheres, de alguma forma, que ele seria capaz de sair do encontro direto para uma cama de motel.

O curioso é que a mulher que lhe chamara atenção gostou muito dos primeiros momentos de conversa e partira dela o convite para irem a algum lugar mais discreto. Daniel surpreso, porem pouco criativo, disse-lhe que ouvira falar de um lugar com essa prerrogativa e que lá, “segundo ficara sabendo”, eles poderiam passar a noite. Chegando ao motel a atendente, uma senhorinha de cabeça branca, perguntou-lhe: o quarto 13c, seu Daniel? – Respondeu que podia ser, tanto faz, num certo tão de esquiva, como se estivesse a cobrir o rosto com sua própria voz. Suas únicas recomendações foram que o quarto estivesse limpo e organizado, ao que a senhora disse-lhe que tudo estava do mesmo jeito e que nada havia mudado. Entendi – Replicou Daniel um tanto constrangido. Entendi – treplicou sua “amiga” um tanto desconfiada e ambos rumaram ao quarto que ficava um lance de escadas, no andar superior à recepção, sem mais nada a dizer e de lá só saíram pela manhã ainda mais mudos.

David conhecera uma mulher extremamente gentil. Fizera amor com ela por horas e percebera em seu rosto uma doce felicidade por estarem juntos naquela noite. Contudo, David não ficara apaixonado pela menina que lhe dera prazer e gentileza em sua última saída. Seu temperamento era mais sóbrio para as questões do amor, porém cansava-se com facilidade quando ia para os copos, na intenção de engatar-se com alguém. Não era isso que ele queria, não era assim que gostava de pensar a respeito das mulheres e do sexo: uma caça ao tesouro.

Angelene saiu mais uma vez com um desconhecido por intermédio do aplicativo de relacionamentos, porém, antes de encontrá-lo e de ambos gostarem um do outro na rede, ela alterou sua descrição no seu perfil. Deixou o discurso brando da defensiva, que exaltava os seus gostos e afinidades, no qual ela buscava encontrar em seus parceiros, para uma descrição mais direta: “Procuro sexo para hoje”. – Assim escrevera Angelene, na intenção de inflamar mais o seu furor sexual, como também o de deixar de ser virgem e, por fim, a sua contradição cósmica. Obviamente, muitos a procuraram, porém não acreditaram que ela fosse real. Alguns perguntaram-lhe se ela seria um homem tentando se passar por mulher e outras mais desconfianças. Entretanto, um homem resignou-se em apenas dar seguimento aos planos de Angelene para aquele momento. Daniel encantara-se com as fotos da jovem senhorita, no entanto, o que mais lha saltara aos olhos fora o que ela escrevera em seu perfil: “Procuro sexo para hoje”. Daniel, como um caçador, logo prontificou-se em ajudar aquela donzela em perigo, – maliciosamente pensou ele.

Marta cada vez mais estava descrente do conceito universal sobre o amor. Permitiu-se inúmeras vezes tentar, mas cansou-se de pensar a respeito ou de procurá-lo. Suas lembranças sobre o assunto não foram traumáticas e nem esquisitas como as de Angelene, nem havia em seu coração o desespero pelos engates como Daniel. Nunca deixou de permitir-se. Chegou até a sair com Henry, um rapaz que ela julgara a princípio arrogante e pretensioso e com o tempo, fruto dos sucessivos encontros com o rapaz, percebia que Henry era uma criatura perturbada e que por conta disso sofria muito.

Angelene mal prestara atenção nas palavras de Daniel e no fundo ela sabia que era o melhor a se fazer. Daniel, tal e qual a um fanático dos filmes pornográficos, fez de Angelene uma estrela em palco. Colocou-a em posições que ele mais gostava, disse-lhe coisas que ele acreditara ser “sexy”, realizou algumas fantasias com a moça que se alguém visse de fora diria que se tratava de algum ato de violência. Angelene apenas fechou seus olhos e projetou sua alma para fora do corpo e do tempo e já não estava no quarto 13c e pensou em breves instantes em coisas incomuns para quem está transando pela primeira vez. Pensou como deveria ser o nascimento dos filhotes de lagarto, pois desde sempre a luta pela sobrevivência seria uma de suas marcas na terra; pensou e enquanto pensava, Daniel penetrara-lhe fundo em sua vagina que por sua vez provocava em Angelene alguns sussurros, misto de dor e gozo. Lembrou a moça de quando vira neve pela primeira vez e riu-se ao lembrar também do episódio que pôs sua mão em uma barra de ferro congelada e que ficara nela agarrada por alguns minutos, lembrou-se ainda que para sua sorte ela pensava primeiramente em pôr sua língua ao invés da mão só para saber que gosto tinha a neve. A imagem de Angelene a sorrir dava-lhe muito prazer que o fizera a cansar-se de transar e despertou-lhe um sentimento de ternura ao que ele não conseguira gozar, apenas quis sair do encaixe seminarista feito com Angelene e colocar-se ao seu lado beijando-lha as costas e acariciando-lha pelos cabelos.

– Uau, você é muito quente, disse o eloquente Daniel.
– Obrigado.
– Você me tirou todo o fôlego.
– Toma uma água, vai até a janela.
– Não quer tomar alguma coisa também?
– Um Uber.
– Já vai?
– Unhum.
– Okay. Quanto é?
– Quanto é o quê?
– O programa. – Angelene recebera aquela insólita pergunta com muita surpresa, não poderia supor que o cara estivesse mesmo pensando que ela seria uma prostituta. Daniel também nunca saiu com nenhuma mulher que fosse tão direta em aplicativos de relacionamentos sem precisar pagar. Entretanto, não se sentiu ofendida, pois tal comentário viera de Daniel, e quem é Daniel? Resolvera que faria daquilo mais uma etapa aventureira, rumo ao dono do bom sexo, e eis que respondeu-lhe com frieza e segurança: Duzentos.
– Duzentos? Está bem. Vou querer repetir mais vezes, disse Daniel tentando puxar conversa novamente, o que vale mais uma vez pontuar a sua inabilidade nisso. – Novamente, a alma de Angelene voara para fora de seu corpo e dessa vez o voo fez-se por outras dimensões, longe de tudo aquilo, contudo satisfeita por agora ter finalmente deixado de ser virgem.
– No que você está pensando? – Perguntou Daniel.
– Será que existe vida em Marte? ­– Devolvendo-lhe a pergunta anterior com outra pergunta, no qual fizera Daniel desmanchar-se em risos, cujo ressonar suíno ao rir fizera Angelene também rolar em gargalhadas pela cama e pedir-lhe um cigarro, final estereotipado de toda cena de transa.

David ao cruzar a rua avistara uma menina que andara distraída, como se estivesse com a cabeça nas estrelas ou a pensar em algo extremamente importante. Correra ao seu encontro, evitando que esta menina atravessasse a rua sem qualquer devida atenção e fosse atropelada:

– Cuidado!
– Obrigado – Respondeu-lhe a moça.
– Você está bem? – Ao que a estranha disse-lhe que sim.
– Eu me chamo David e você?
– Marta.
– Encantado, Marta – Fim do estranhamento.

Henry fora ter com Marta, pois soubera que ela estava namorando. Disse que estava demasiadamente desapontado com ela e que sentia-se triste.

– Nunca houve nada entre nós, somos amigos. – Afirmou Marta.
– Houve sim, nós transamos uma vez e foi especial para mim. Sei que você lembra, sei também que você não é como todos dizem: aérea e desconectada da realidade. Nós tivemos uma noite incrível.
– Não transei contigo, Henry, eu transei com Lee e bem sabes disto – concluiu Marta.

Daniel, depois que saíra com Angelene, tivera outras datings, porém nada semelhante ao que tivera com aquela mulher: “Angelene amava sexo e era soberana nisso que faz” e resolveu escrever um romance, uma novela, um conto, um haikú talvez, que iniciava-se deste modo, porém não avançara para mais do que isto. Tais palavras lhe davam tamanho gozo quanto à noite que tiveram no quarto 13c, nunca mais voltando lá em sinal de respeito, tal e qual uma equipe de futebol aposenta a camisa de um jogador especial ou merdas do tipo…

Angelene, como ela imaginara antes de perder a virgindade, ficou viciada em sexo, pois toda vez que fazia conseguia conectar-se com algo sagrado dentro de si. Transar para ela era como tomar um chá de ayahuasca, embora ela nunca tivesse experimentado tal bebida.

Ela conhecera um homem mais velho, professor universitário que fora casado durante dezoito anos e que estava recém separado. Quando Angelene pensava que poderia ser filha daquele homem, que chamara-se Nicolas, devida a gritante diferença de idade que havia entre ambos, e que ao invés disto é sua “namoradinha” como a ex-esposa de Nicolas refere-se a Angelene, sua vontade é sempre de fazer amor com Nicolas, inclusive em sala de aula enquanto ele está a lecionar. Não demorou muito para isto acontecer e nascer em si um aglomerado de sonhos…

As ruas intercruzam-se como emaranhado de cobras vivas copulando umas com as outras. As luzes acesas das casas formam uma constelação artificial hipnotizante que fazem a nós não tirarmos de cima delas os nossos olhos. Quantas expectativas são depositadas nas pessoas que circulam os espaços noturnos iluminados pela cor laranja, cujas sombras misturam-se às outras sombras como as das arvores, dos cães, dos postes de luz, dos semáforos. A vida vista de uma janela do alto de um arranha-céu, ou de um helicóptero, de um avião, de um foguete, ou mesmo vagando em algum ponto do infinito, assemelha-se a de um expectador de uma peça teatral. Inerte e passiva ao enredo. Se queres viver, tens de sair dos espaços que o separam do chão, tirar os calçados e pisar o solo que é muito mais que uma camada de asfalto e brita. É arrancar as roupas e caminhar nu em uma larga avenida a fim de sentir o vento enamorar sua pele e descobrir os seus pontos de torpor e prazer. Esquecemo-nos dos singelos gozos de outrora. Vivemos marcados nos ponteiros e enjaulados nesses ponteiros. No entanto, a cada esquina pelas noites caminhadas, em cada bar, em cada discoteca, restaurante, teatros, automóveis, há vida, há mistério e há dor. Sim, dor. Aquelas das mais masoquistas as mais dilacerantes, muitas silenciosas, mas existentes e latentes e onde está o remédio para saná-las? Está dentro, no mais fundo e íntimo das pessoas – Lera tudo isso Daniel no Facebook de uma nova paquera depois de alguns minutos de amor solitário diante da tela de seu smartphone.

 

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Wesley Pereira Brito (Site / E-mail) tem 33 anos e cursa o último ano de Doutorado em Ciências da Educação pela Universidade de Coimbra. Licenciado em Literaturas pela Universidade Federal Fluminense (UFF), sempre buscou na Literatura uma saída para inquietações subjetivas sem deixar de lado aos problemas universais que servem de arcabouço para a construção de sua escrita.