DROPS CINEMA

No filme Billy Elliot, dirigido por Stephen Daldry e lançado em 2000, o personagem que dá nome ao filme é um garoto que se apaixona pelo balé, mas logo percebe que deverá lidar com o preconceito a fim de se tornar um bailarino profissional.

Órfão de mãe, Billy (Jamie Bell) vive com seu pai e seu irmão, ambos mineiros que acabam de entrar em greve na Inglaterra de 1984. Billy é somente encorajado a praticar boxe, mas, desinteressado pelo esporte, começa a frequentar as aulas de balé em segredo. Ele utiliza desse artifício para continuar dançando mesmo depois de ser descoberto e proibido por seu pai, que associa a dança à homossexualidade.

Mesmo assim, a conexão de Billy ao balé é tão forte e seu talento tão grande que sua professora, Sra. Wilkinson (Julie Walters) o vê como um bailarino em potencial para participar de um teste na Royal Ballet School, em Londres. E a partir desse evento, as pessoas começam a serem tocadas pela forma como Billy se expressa por meio da dança, fazendo com que ele transforme sua habilidade em força para seguir em frente e poder realizar seu sonho.

Billy Elliot é uma obra sobre as verdadeiras paixões, aquelas inerentes à pessoa, e a importância de expressá-las. Além disso, muitos consideram o balé – ou a arte da dança em si – uma atividade estritamente feminina, o que faz com que possamos traçar um paralelo entre o filme e a questão de quanto o machismo pode refletir negativamente na vida de homens e mulheres. Em suma, um filme que ressalta o respeito pelas diferenças e sobre o que nos move e nos faz sentir vivos.

 

****
Malu Consolino
 (@malu_consolino) é professora e especialista em língua inglesa pela Universidade Metodista de São Paulo. Além de se interessar por idiomas, séries e maquiagem, considera a música sua grande paixão.

Bethan Matthews: Ilustrador