O DIA DE MINHA MORTE – MARIA EDUARDA RIBEIRO

|SENHORAS OBSCENAS
Por Maria Eduarda Ribeiro

Sudeste, lugar algum
Sinto a brisa inerente,
Preencho meus pulmões
Com fumaça
E palavras
Tais tão fatais
Quanto a poluição habitada em mim:
“Serei melhor”, digo. “Será hoje”.

A cruzada que não teve dois caminhos
Ao lado do… o que havia ali mesmo?
Sinto o Sol empalidecer
E Lua torna-se
Eu morri.
Sem sangue derramado
Gélido,
A noite estava mais fria
No dia de minha ida

No sudeste, em lugar nenhum
Glacial, todavia, não crucial
Continuo a respirar.

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Maria Eduarda Ribeiro
, com seu pseudônimo Titânia, começou a escrever desde nova com intuito de compreensão sobre si mesma e a vida, descobrindo sua paixão pela escrita. Baseia seus poemas e estudos em experiências próprias, sejam elas convivência doutros ou não.