SIBILA

Esta coluna é assinada por Renata de Castro. As sibilas eram oráculos durante a Antiguidade Clássica e, posteriormente, tornaram-se, por extensão, sinônimo de bruxas. Sibilar é o ato de emitir sons agudos, selvagens, mas também de pronunciar os fonemas com clareza. São essas as conotações aqui propostas para pensar de modo livre questões literárias que perpassam a mulher, seja em sua escrita, seja em suas mais diversas representações.

Mulheres escrevem para mulheres?
Lady Lazarus e a ressurreição poética de si
A Sucessora – ou a permanência na teia?
Pontos da tecedura de Odisseu Negro
Anaïs Nin e a arte de tornar-se uma obra
A (ainda) heroica andrógina Claude Cahun
Maura, super-Maura, hiper-Maura, Mauríssima*
Lyrique Je Suis * – A permanência Lírica de Liliane Wouters
Yolanda Bedregal: a palavra da mulher
A íntima da água, telúrica e alada Olga Savary*
“Porque eu sou eu: Florbela Espanca
O renascer necessário de Renée Vivien, a safo de 1900
Os múltiplos acontecimentos de Annie Ernaux
Vinte e nove anos não são o bastante, Elise
Por que o poeta não morre, Pagu?
Madame de Genlis e a mulher escritora
Dai à Maria Firmina dos Reis o que é de Maria Firmina dos Reis

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Renata de Castro
( linktr.ee ) é poetisa, professora, tradutora, feminista e doutora em Literatura. Tem três livros publicados: O terceiro quarto (Benfazeja, 2017), Hystéra (Escaleras, 2018) e  De quando estive em Alto-Mar: poemas de afogamento e algumas mortes felizes (Escaleras, 2021). Fez parte das Antologias Poéticas Senhoras Obscenas (Benfazeja, 2016), Damas entre Verdes (Selo Senhoras Obscenas, 2017), Senhoras Obscenas (Patuá, 2019) e da antologia bilíngue de poesia contemporânea de escritoras brasileiras e cubanas Sem mordaça. Sin mordaza (2021). Alimenta uma conta no Instagram com conteúdo relacionado à Literatura, em especial à Poesia.