Antologia Rupturas
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CALANGO – FERNANDO FERRONE
Não fosse a primeira vez de Josias naquela sala, naquele apartamento, talvez ele não tivesse se…
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OLHAR DO ARTISTA – VERA SAAD
|ESCRITORXS DE QUINTA Por Vera Saad Nunca entendi por que associam cavalo à liberdade, um animal sobre…
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ATRÁS DO PENSAMENTO – VERA SAAD
|ESCRITORXS DE QUINTA Por Vera Saad Eu tenho um blog intitulado Palimpsesto. Palimpsesto é o nome…
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Modo de produção – Marcos Vinícius Almeida
|ESCRITORXS DE QUINTA Por Marcos Vinícius Almeida Tava lendo um livro que o narrador dizia sobre…
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A NOTÍCIA – MAURO PAZ
|ESCRITORXS DE QUINTA Por Mauro Paz PARTE 1 1. Depois de mudar para São Paulo, sempre que…
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A MULHER QUE ESCORREU PELO RALO – GAEL RODRIGUES
|ESCRITORXS DE QUINTA Por Gael Rodrigues Aconteceu na primeira semana de junho. José José chegou em…
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CANÇÃO DE NINAR – NATÁLIA ZUCCALA
|ESCRITORXS DE QUINTA Por Natália Zuccala Ela olhava para mim com a gentileza própria de quem…
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Ádvena* – Vera Saad
|ESCRITORXS DE QUINTA Por Vera Saad Não sei bem por quê, mas não conseguia pensar em…
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OS ÂNGULOS DO POEMA NA CASA DE HIRONDINA JOSHUA – FÁBIO PESSANHA
|palavra : alucinógeno por fábio pessanha é dentro da solidão visível do tempo que a noite…
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PARE DE TENTAR ME FAZER FELIZ – GAEL RODRIGUES
Capítulo Um Sentei num dos galhos da goiabeira. A coitada estava velha e seca, os poucos…
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A FLORESTA DOS JAGUARES INVISÍVEIS – MAURO PAZ
|ESCRITORXS DE QUINTA Por Mauro Paz Há uma força solta no mundo para que a gente não…
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O PEQUENO ATEU – TIAGO GERMANO
Fui ateu aos oito anos. Foi assim: No princípio, Deus nos deu o carro. O carro…
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RASGAR PARÊNTESES – CARLA DIACOV
o sol está como estão as mãos de Polidor) os ombros a camiseta branca estão ali…
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UM PALMO FECHADO E UM DEDO – MARIA FERNANDA ELIAS MAGLIO
É só buscar a mochila e tchau, não precisa vê-lo nunca mais. De repente, bloqueia das…
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GUTIERREZ – FELIPE PAULUK
em curitiba, quando eu tinha 13 anos, fugi de casa por uma semana. era mais ou…
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UMA MÃO LEVA À OUTRA – NATÁLIA ZUCCALA
Eu me sentia bem quando Diego lambia a minha mão. Não que sobrasse comida em casa,…
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QUINHÃO – ANA FARRAH
Meu amor me trocou por um aplicativo de sexo casual, o amor me trocou por unidos…
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UM DELICADO JEITO DE DECORAR CAIXÕES – STEFANNI MARION
Primeiro, hoje é o velório dela. Vovó sempre morou na casa de tábuas da sua infância.…
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AS VELHINHAS DE MAIÔ PRETO – LAÍS REIS
O vento quebra, destelha as casas, faz voar as crianças. O tempo é um vento…
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UM CORAL EM UMA CATEDRAL – TOMAZ AMORIM IZABEL
– stop não só a corda não estoura como ela estoura bastante não obstante seguimos seja…
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PARA CHARLES, COM AMOR E MISÉRIA – LAÍS ARARUNA DE AQUINO
“What did one wall say to the other wall?” he asked shrilly. “It´s a riddle!” (Salinger)…
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TAL COMO O CORPO QUE SE DESCOBRE RUÍNA – FÁBIO PESSANHA
cindir o fio que liga à ruptura do poema. não saber se é mesmo frio ou…
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COMO UM ENVELOPE – NATHALIE LOURENÇO
Você vai chegar em casa muito depois das luzes da rua se acenderem. Hoje é o…
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PERSONAS, PSICOLOGISMO DE BOTECO ETC. – LIV LAGERBLAD
1. Um você possível. Um eu. Quando me puser à prumo Desenvergarei as hastes que resistiram…
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ROMPER DA MANHÃ – CHARLES BERNDT
Por que foi que cegámos, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não…
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QUEBRA DE BARRAGEM – MARCIO DAL RIO
A cidade A cidade, peito fendido, por onde carros e homens caem pelos ralos, Tragados por…
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A IMENSIDÃO DO FIM – DANIEL PERRONI RATTO
Joguei fora aquele poema feito pra ti na madrugada joguei fora as promessas ditas outrora Você…
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UM POEMA DE GUITA JR.
Só solidão …
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IMORRÍVEL – ALÊ MOTTA
Sou um velho imorrível. Umas trinta vezes decretaram minha morte. Fui atropelado por um caminhão, capotei…
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SEPARAÇÃO – RODRIGO NOVAES DE ALMEIDA
O carro preto da Uber passava àquela hora da noite ao lado do Campo de Marte.…
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CONDICIONAL – MAURO PAZ
Dez anos depois de o marido Paulo desaparecer, Marisa ainda surpreendia-se com a campainha. Naquela manhã…
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CROCODILO – ANTÔNIO LACARNE
Comece redistribuindo as partes, ou melhor, segure a lâmina com delicadeza de pluma e rasgue as…
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TUDO QUE EU AINDA QUERO TE CONTAR – MURILLO GARCIA
São seis ou sete caixas grandes de papelão. Rio pensando que isso é tudo o que…
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SEM TÍTULO – LUCAS VERZOLA
ruptura da aorta da bolsa da túnica albugínea da placa plantar da aorta torácica da retina…
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SOBRE O GOZO DE LABÉ E OUTRAS MÃOS – RENATA DE CASTRO
Nascida no século passado, no final da década de 70, cresci cercada de tabus sobre a…
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IRMÃO: NOSSO PAI – ADRIANO B. ESPÍNDOLA SANTOS
Irmão, Esta semana peguei uma carta do papai. Estava numa pilha de coisas à toa, que…
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O PARQUE DOS RATOS – MÁRCIA BARBIERI
Não. Não éramos frutos do mesmo ventre. Não éramos produtos da mesma discórdia. Não dividíamos o…
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ERRE STAR PERGUNTANDO SE VOCÊ NÃO QUER – CARLOS EDUARDO PEREIRA
que a cama aqui é bem quentinha? e que no quarto tem um puta frigobar? que…
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ÚLTIMA DAS ÚLTIMAS – ISABELA SANCHO
Alastra-se o incêndio espontâneo da seca. A capela rogada em chamas, seu telhado rendido pro passado.…
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PESQUISA EM TORNO DO NOME DO HOMEM – MARCELO LABES
i. Martin Luther pregou (quantas?) folhas de papel onde havia escrito 195 teses em oposição à…
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O ÚLTIMO FIO – NATALIA TIMERMAN
À amiga negra Que eu não tive na escola. Uma vez erguida, nenhuma ponte pode deixar…
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TRAGO NO INFERNO – BRUNO RIBEIRO
Você não está perto de mim, querido. Seu pescoço, o lance que você usa para prender…
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INCONGRUÊNCIAS – IVAN HEGEN
Parte 1 – Decepção Recordo dessa briga com uma ponta de arrependimento, um a mais na…
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COM OS PÉS ENTERRADOS – CASÉ LONTRA MARQUES
Destroçar a desesperança, dançando com os pés enterrados em alguma veia; destroçar a desesperança — e,…
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SEM TÍTULO – ELISA ANDRADE BUZZO
|SENHORAS OBSCENAS Por Elisa Andrade Buzzo um fantasma por aqui passou de cabelos-nuvens turbulentos escrevo na…
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SOBRE DERRUBAR NAVIOS – GISELE MIRABAI
O navio quebrou e ninguém notou. Morreram centenas de pessoas. Deu nos jornais, na imprensa do…
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SEM VOZ – THÁSSIO FERREIRA
Era cantor. E homossexual. Ou homossexual e cantor. E também coisas outras, tantas, e outras tantas…
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COMPANHIA – MARCOS RAMOS
Cinco semanas depois, eu ainda sentia o frio daquela sala, o frio daquele dia. Ofereceram-me pão,…
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O NUDES DE BANHEIRO E A LITERATURA – MARCOS VINÍCIUS ALMEIDA
Isso foi em outubro. Naquele fatídico segundo turno. Já tem quase uma década que moro em…
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ODETE E A MÁQUINA – GAEL RODRIGUES
Odete não notou de pronto. E por não notar de pronto, deve-se inferir que ela não…
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O AMOR EM SEIS TEMPOS – ANGEL CABEZA
Gaiolas Alongo os olhos nesta manhã e curvo a mão sobre o teu peito: frêmito de…
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O DESTINO, ESSE DARDO QUE ATRAVESSA O NOME – WANDA MONTEIRO
A flor arrancada do caule A raiz arrancada da terra O parto O porto A partida…
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SUZUMEBACHI – ANDRÉ BALBO
Partidos dali, houveram vista daquele grande e notável cabo, ao qual por causa dos perigos e…
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MAIS UMA MARIA – CHRISTIANE ANGELOTTI
Maria Luiza tinha apenas sete anos quando deixou a casa da mãe na cidade de Descalvado,…
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TIJOLOS VERMELHOS – VERA SAAD
“Senhora perfeitinha.” Pegadas de chuva sobre os tijolos vermelhos. A casa não havia mudado. A jabuticabeira…
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DIGO – TARSO DE MELO
e se eu disser que só o que você sabe de cor é que me ajuda…
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UM GOSTO DE VERA – DEA CONTI
Vi o corpo se espatifando na calçada – ou será que apenas escutei o barulho? –…
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CHIAROSCURO – CINTHIA KRIEMLER
Intocada. Deitada nesta cama macia de lençóis macios de travesseiros macios em que nossos corpos macios…
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OVO – JOSÉ SANTANA FILHO
No apartamento desato a gravata, descanso a pasta de couro, dispo o terno, alinho o bigode…
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EDITORIAL RUPTURAS
SETEMBRO 2019 ou: para a minha maldita lua em gêmeos, esse bicho solto / ou ainda: rompendo…
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![[…] – ÓSCAR FANHEIRO](https://viciovelho.com/wp-content/uploads/2019/09/pimentadoreinopreta.jpg?w=1024)
[…] – ÓSCAR FANHEIRO
Sentado à secretária, atiro a fala ao alpendre do silêncio; procuro entre os dedos, das mãos,…
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PURPLE MOUNTAINS – CAMILO GOMIDE
Friends are warmer than gold when you’re old And keeping them is harder than you might…
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BREU POVOADO – OSCAR NESTAREZ
“Perguntar por que existe feitiçaria no Haiti é perguntar por que existe mal no mundo.” Wade…
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MARACANÃ DO BURITI – GRAZIELA BRUM
Eu tô para lhe dizer uma coisa bem certa, se o Doutor me mandasse andar de bicicleta,…
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O MENINO – CAIO AUGUSTO LEITE
O solidário não quer solidão Milton Nascimento/ Fernando Brant Tinha que cuidar do velho. Queria?…
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CINZAS DOS DIAS – CARLOS ORFEU
I enxugar resíduos de fome e cascas de palavras nos pratos limpar o rastro do cachorro…
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O FOGO DENTRO DO ICEBERG OU DAS POSSIBILIDADES INSURRECIONAIS DO POEMA – MARCELO ARIEL
Porque o poema deseja a ruptura Apenas evitando sempre os diversos sistemas de mistificação da atividade…
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ACHO QUE QUEBREI UMA COSTELA – ROMULO NARDUCCI
O ronco do triciclo rasga a madrugada do bairro do Gradim, em São Gonçalo, inibindo o…
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RASGAMENTOS – MARCUS CARDOSO
uma linha pontilhada é uma vontade imensa de continuar seguindo apesar das fissuras dos espaços…
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ALGURES DEPOIS \ OSCILOGRAFIA – CALÍ BOREAZ
já era verão o calor a agarrar os corpos mas não o teu amargunçaste no pasto…
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ALGO DE BRUTO E PRECIOSO HÁ NA POÉTICA DE ANDRÉ LUIZ PINTO – FÁBIO PESSANHA
|palavra : alucinógeno por fábio pessanha Creio desde que não haja o que dizer do…
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MISSÃO, VISÃO E VALORES – NATÁLIA ZUCCALA
|ESCRITORXS DE QUINTA Por Natália Zuccala Somos todos iguais, este é pressuposto básico do nosso trabalho…
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ORIENTAÇÕES PARA O EMBARQUE – ADRIANO B. ESPÍNDOLA SANTOS
No quadro de pendências, antes de viajar, como de costume, aponto uma série de medidas, as…
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FUMAÇA – GRAZIELA BRUM
Coluna | Escritores de Quinta Ainda não sei se acordei, se estou dormindo, ou se já…
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DAS RUÍNAS AOS ECOS NA BABEL IRÔNICA DE PATRÍCIA LAVELLE – FÁBIO PESSANHA
Coluna|palavra : alucinógeno casca fina descamada pelo estouro. o agudo singelo de um voo que pode…
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UMA POÉTICO-FILOSOFIA DE TITO LEITE: MINHA CASA SÃO OS LUGARES EM QUE HABITO – FÁBIO PESSANHA
|palavra : alucinógeno por fábio pessanha “Deus nos salve / de Deus”. de todo poema que…
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POEMA DE FERNANDA FATURETO
|Senhoras Obscenas Por Fernanda Fatureto VI Macondo existia só no papel Seus leitores visitavam a região…
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Contra a invenção – notas sobre os limites da ficção e dos discursos do real na contemporaneidade – Camilo Gomide
|ESCRITORXS DE QUINTA Por Camilo Gomide 1. Existe em nosso tempo um sentimento geral de perda…
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: DESDE UM POEMA DE MARIAYNE NANA… O FEMININO: O VENTO: A PÉTALA: – FÁBIO PESSANHA
|palavra : alucinógeno por fábio pessanha é uma flor aberta no meio do mundo. a certeza…
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O MUNDO QUER VIVER EM NÓS – MARCELO ARIEL
|ESCRITORXS DE QUINTA Por Marcelo Ariel . A vida do espírito e a vida filosófica foram…